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A jovem que batizou lei após ser sequestrada por 'amigo virtual'

09:04

Em entrevista à BBC, Alicia Kozakiewicz relembra como foi ludibriada por abusador na internet; ela faz lobby por aprovação de lei que busca crianças desaparecidas.


 A americana Alicia Kozakiewicz tinha 13 anos quando escapou da casa dos pais para se encontrar com um menino com quem ela vinha conversando na internet.


"Ele se apresentava como alguém da minha idade e que tinha interesses parecidos com os meus, como as bandas e os filmes de que eu gostava", relembra Alicia à BBC.
"É tão difícil ser uma criança. Muitas vezes, você não se acha inteligente, bonita ou popular. As crianças acham que sempre está faltando alguma coisa na vida delas. E aí surgem pessoas na internet que, de certa forma, suprem essas lacunas. E foi exatamente o que aconteceu comigo. Ele me fez confiar nele", acrescenta.
O que se seguiu após o rápido encontro foi um pesadelo que só terminou quatro dias depois.
"Estava jantando com meus pais, quando, antes de comermos a sobremesa, pedi licença da mesa dizendo que estava com dor de estômago. Então saí de casa para encontrá-lo e me lembro de ter deixado a porta aberta. Era para ser coisa de alguns minutos", diz.
"Andei um quarteirão. Já era noite e nevava. Finalmente minha intuição falou mais forte e achei melhor voltar para casa. Foi quando ouvi alguém me chamando pelo nome".
"A única coisa que me lembro depois disso foi estar dentro do carro e um homem adulto me dizer para ficar quieta e ser uma 'boa menina'", recorda.
Alicia foi sequestrada e mantida no porão da casa de seu raptor, um homem de cerca de 30 anos, até o FBI, a polícia federal americana, conseguir libertá-la.
'Não reconhecia mais nada'
"Na mesma hora, pensei que ia morrer. Enquanto ele dirigia, vi passar placas e nomes de rua que conhecia. Em pouco tempo, já não reconhecia mais nada. Até que chegamos a um pedágio. Achei que seria resgatada, pois não parava de chorar no banco do carona. Não consigo explicar o que medo que sentia; é inexplicável", afirma.
Alicia conta que a viagem durou cinco horas, da casa dos pais dela, na Pensilvânia, até a casa do sequestrador, na Virgínia.
"Quando ele chegou, me levou a um porão, tirou as minhas roupas e me colocou uma coleira. Ele disse: 'Sei que isso vai ser difícil para você. Está tudo bem. Pode chorar'".
"Me lembrava de quanto eu queria gritar e chorar, mas não acatar a ordem dele. Depois disso, ele me levou para a cama e me estuprou".
Alicia disse que nunca perdeu as esperanças de ser encontrada.
"Sabia que meus pais tentariam de todo modo me encontrar. Eles iam mover montanhas. Tinha certeza disso. Sempre soube que eles me amavam. E que eles iam me achar. Viva ou morta", diz.
"No quarto dia, ele me disse que me levaria para dar uma volta. E eu sabia que ali seria meu fim. Eu seria morta. Ele me alimentou pela primeira vez desde que havia sido sequestrada e para mim aquilo me pareceu minha última refeição", acrescenta.
"Só queria dizer aos meus pais que eu amava muito eles. Não queria que eles pensassem que eu abandonei eles".
Pouco antes de sair de casa para que, segundo ela, seria seu encontro com a morte, Alicia ouviu um grupo de homens gritando e batendo forte na porta.
"Nesse momento, eu estava acorrentada próximo à cama do meu sequestrador. Ouvi algo como se estivessem armados. Estava tão abalada emocionalmente que achei que eles me matariam".
"Me rastejei para debaixo da cama. E tentei ficar em silêncio. Não sei como eles me encontraram. Vi as botas deles ao redor da cama. Foi quando ouvi alguém me dizer para sair dali e colocar as mãos para o alto".
Soltura
Era, na verdade, o FBI, a polícia federal americana. Alicia conta que os agentes conseguiram localizá-la porque seu raptor transmitia as relações sexuais que mantinha com ela para outras pessoas na internet.
"Um dessas pessoas percebeu se tratar de uma criança que possivelmente estava sendo mantida em cativeiro. Mas ele poderia ser preso por pedofilia. Dessa forma, foi até um orelhão e ligou para a polícia. Os policiais conseguiram chegar até mim pelo endereço de IP do meu sequestrador", explica Alicia.
"Foi um milagre", completa.
Segundo Alicia, o encontro com os pais foi um alívio.
"Quando me viu, meu pai me abraçou bem forte. Naquele momento, eu senti que estava protegida. E que ninguém me machucaria de novo enquanto ele estivesse por perto", diz.
Um ano após o episódio, Alicia decidiu quebrar o silêncio e contar publicamente sua história. Segundo ela, para "educar as crianças sobre os perigos da internet".
"Meus pais e eu percebemos que isso só aconteceu comigo porque não havia nenhum tipo de instrução sobre a segurança na internet sendo ensinada às crianças nas escolas", afirma.
"Na minha primeira apresentação, eu nem conseguia falar direito. Comecei a chorar ao relembrar o que havia acontecido. Quando acabei, as crianças me cercaram e elogiaram a minha coragem de compartilhar aquela história".
"Me sinto abençoada de estar numa posição em que posso ajuda a salvar essas crianças. Coisas ruins acontecem com a gente, mas temos de ver luz no caos. Transformei essa experiência terrível em algo positivo para mim e para os outros", acrescenta.
'Lei Alicia'
Desde então, Alicia, hoje com 27 anos, tornou-se uma conhecida ativista pelos direitos das crianças e lutou pela aprovação de uma lei que leva seu nome.
Aprovada em nove estados americanos, a Alicia's Law (Ou Lei Alicia, em tradução livre) obriga as autoridades a financiar o trabalho de busca por crianças desaparecidas que são ludibriadas na internet por abusadores.
Segundo ela, seu objetivo é que a legislação seja aprovada em todo o território dos Estados Unidos

Microsoft cria carta para convencer namoradas a comprar novo Xbox One

01:19

Fabricante do console escreve texto para ajudar jogadores.
Texto apresenta características do videogame.

 

Microsoft cria modelo de carta para que jogadores convençam seus parceiros de que comprar o Xbox One é uma boa opção. (Foto: Reprodução/Microsoft)

 

Se a sua namorada ou namorado não entende os motivos pelos quais você quer comprar o novo Xbox One, a Microsoft pode ajudar. A fabricante do console criou, em forma de brincadeira, nesta quarta-feira (27) um modelo de carta para que os jogadores enviem aos parceiros a fim de convencê-los a comprar o novo videogame.
Algumas palavras na carta, escrita em inglês, podem ser modificadas, o que torna o texto personalizável. Elas estão grifadas e destacadas em verde. A carta pode ser compartilhado no Facebook, Twitter ou LinkedIn, salva em formato PDF ou ainda ser enviada por e-mail (Veja aqui).
Para amaciar os corações, o texto da carta enumera as razões que deveriam ser levadas em conta para se adquirir o console.
São elas a quantidade de jogos, o fato de o jogo também ser uma plataforma de entretenimento, a possibilidade de poder fazer exercícios físicos com o uso do Xbox Fitness e de jogar com outras pessoas, além de ser possível se comunicar com outras pessoas pelo Skype.
“Então o que você diz? Vamos ser como uma montagem de filme –apenas eu, você e nosso Xbox One—juntos no final”, termina a carta.

Microsoft vende mais de 1 milhão de Xbox One em 24 horas

10:30

Console chegou às lojas de 13 países na sexta-feira (22).
No Brasil, videogame começou a ser vendido oficialmente por R$ 2,3 mil.

A Microsoft vendeu mais de um milhão de unidades de seu novo console Xbox One nas primeiras 24 horas depois de o produto ter chegado às lojas na sexta-feira (22), equivalente ao número obtido pelo rival PlayStation 4, da Sony, apesar de o aparelho ter sido lançado em muitos mais países.

O novo console, lançado em 13 países (incluindo o Brasil), estabeleceu um novo recorde para vendas do Xbox no dia inaugural e está esgotado em muitas lojas, informou a Microsoft em comunicado.

No Brasil, o videogame começou a ser vendido oficialmente no Brasil à 0h da sexta-feira (22) por R$ 2,3 mil. O console é fabricado no país.

A Sony afirmou que também vendeu 1 milhão de unidades do PS4 nas primeiras 24 horas, na sexta passada, mas apenas nos Estados Unidos e no Canadá. A partir de 29 de novembro, o PS4 será vendido em outras regiões, como Europa, Austrália e América do Sul. No Japão, ele será lançado apenas em fevereiro.

Microsoft está em meio a uma guerra de consoles com a Sony em 2013. A gigante dos softwares espera que o Xbox One não apenas atraia aficionados em jogos, mas também uma base de consumidores maior, de amantes da TV e da música, devido às ferramentas interativas e aplicativos que possui.

"Estamos trabalhando duro para fabricar mais consoles do Xbox One", afirmou Yusuf Mehdi, vice-presidente de marketing e estratégia do Xbox.

O analista Colin Sebastian, da Robert W. Baird & Co, afirmou esperar a entrega de 2,5 a 3 milhões de unidades do Xbox One e do PS4 no último trimestre do ano.

O PS4, com preço de US$ 400 nos EUA (R$ 4 mil no Brasil), e o Xbox One, a US$ 500 (R$ 2,3 mil no país), oferecem melhores gráficos para efeitos realísticos, processadores mais rápidos e uma enorme quantidade de jogos exclusivos.